A origem das bombas de calor remonta a 1824 no estabelecimento dos conceitos de ciclo e reversibilidade por Carnot e pela concepção teórica posterior de Lorde Kelvin que define que um gás pode comportar-se ciclicamente, comprimido e expandido, produzindo frio e calor.
A crise do petróleo e a subida de preços de combustíveis a partir de 1973 impulsionou as pesquisas de novos equipamentos de alta eficiência com o objectivo de baixar os custos de aquecimento nos processos industriais e domésticos, o que possibilitou o desenvolvimento da bomba de calor. Nessa altura concluiu-se que, em muitos casos, seria bastante mais interessante captar calor de uma fonte fria do que produzi-lo directamente, ou seja, utilizar uma bomba de calor em vez de uma caldeira, por exemplo. As bombas de calor, desde então, têm sido alvo de uma evolução muito positiva do ponto de vista tecnológico.
No início do século XXI a utilização de bombas de calor difundiu-se de uma forma muito significativa uma vez que, para além das enormes poupanças que proporcionavam, aumentaram as preocupações ambientais relacionadas com o facto de que queimando os combustíveis se emitem para a atmosfera pós finos e substâncias tóxicas nocivas para a nossa saúde e que colocam em causa o desenvolvimento sustentável do planeta. Tudo isto tem levado vários países a incentivar o uso de instalações alternativas aos combustíveis fosséis essencialmente para climatizar ambientes e produzir água quente.